Plenário - Grande Expediente dep. Nelson Marquezelli

Brasil retoma crescimento e deve deixar recessão para trás

Nos últimos 12 meses, em que pese muitas adversidades, a economia brasileira iniciou um processo de retomada do crescimento. Em pouco mais de um ano, o índice de inflação recuou de 9,28% para 2,46% em agosto. Um alívio acentuado para o consumidor e uma mesa mais abastecida nas casas das famílias uma vez que preços menores se traduzem em um custo de vida mais baixo.

Observa-se queda da inflação foi acompanhada pela redução das taxas dos juros pelo Banco Central. A taxa que reflete a média de remuneração dos títulos federais negociados com os bancos (Selic) reduziu de 14,25% ao ano em junho de 2016 para 8,25% a.a. em agosto de 2017, o menor nível desde 2013.

Na prática, essa redução sinaliza mais acesso ao crédito, visto que a taxa Selic é usada como referência por todos os bancos. Essa redução também pode representar um aumento do consumo e alavancar a atividade econômica, viabilizando mais investimentos no setor produtivo.

A melhora desses indicadores, sem sombra de dúvidas, aumenta a confiança na economia do País e consequentemente um maior otimismo no mercado financeiro, somando-se aos bons resultados de empresas estatais, como a Petrobras, responsável por impulsionou os principais indicadores da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, que por sua vez superou sua máxima histórica ao bater os 74.319 mil pontos em setembro 2017.

O País saiu de uma queda de 3,6% no Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do ano passado para um avanço de 0,3% no mesmo período de 2017.

Falando em retomada, a indústria nacional também mostra seus sinais de melhora: a produção acumula alta de 0,8%. Esse mesmo indicador, no ano passado, estava negativo em 9,8%.

Com essas mudanças na economia, o mercado de trabalho também começa a dar sinais de melhora. A taxa de desemprego foi reduzida de 13,7% para 12,8% nos três primeiros meses do ano de maio a julho. O saldo de novas vagas, neste ano, já soma 103,2 mil.

Acredito que esses indicadores positivos podem significar o início do fim da recessão, a volta dos investimentos e mais oferta de emprego para nossa população.

Deputado Federal Nelson Marquezelli